SOBRE

A ciência sustenta meu trabalho. A vida ampliou meu olhar.

Minha forma de cuidar foi construída no consultório, na pesquisa, na sala de aula, na coordenação de programas de saúde mental e na maternidade.

Dra. Carolina Fontes de blazer marrom em retrato profissional

CIÊNCIA E ESCUTA

Uma médica que reúne as partes da história.

Sou mãe atípica, médica, pesquisadora e professora universitária. Na clínica, busco compreender como desenvolvimento, saúde mental, sono e contexto se relacionam no funcionamento de crianças e adolescentes. Escutar a família, considerar a participação da criança e integrar informações da escola e dos profissionais envolvidos são partes desse trabalho.

MATERNIDADE

Minha história como mãe.

Tenho TDAH e sou mãe atípica de três meninas: Raíssa, Helena e Isadora.

Eu ainda era estudante de Medicina quando aconteceu a maior e mais significativa transformação da minha vida: Raíssa nasceu e eu nasci como mãe.

O diagnóstico de T21 foi pós-natal e mudou todo o meu olhar e a minha trajetória como médica. Desde o início, queria conhecer por inteiro aquela criança linda que ganhei como filha. Busquei aproveitar as oportunidades de cuidado e desenvolvimento desde o início.

Passei a me interessar pelo desenvolvimento infantil e a me aprofundar nesse tema. Vivenciei várias limitações da formação médica para a compreensão dos transtornos do desenvolvimento e a realidade de uma falta de cuidado coordenado.

Carolina e Raíssa juntas em um retrato próximo, com o rosto lado a lado

Na pandemia, Raíssa teve uma regressão tardia do desenvolvimento e o diagnóstico de TEA. Passou a ser não verbal e a apresentar um funcionamento muito diferente do seu jeitinho comunicativo e extrovertido até então. Mas aprendi a conhecer novas formas de funcionamento da minha filha.

Raíssa sorrindo no banco de trás de um carro, com blusa rosa

Com Helena e Isadora, também descobri crianças completamente diferentes e maravilhosas. Vi que uma mesma chave não abre toda fechadura. Cada uma tem sua forma maravilhosa de funcionar.

A maternidade ampliou meu olhar para os desafios da vida atípica e para as perguntas que nem sempre aparecem em um relatório. A ciência continua sendo a base sobre a qual examino essas perguntas.

Menina de óculos e roupa florida, usando um chapéu de festa
Criança sorrindo enquanto brinca com massinha roxa
Outros momentos em família

PESQUISA E DOCÊNCIA

Pesquisa e ensino em diálogo com a clínica.

Mestrado e doutorado na UFMG

Sou professora de Medicina na UNIFENAS-BH.

Minha pesquisa de doutorado na UFMG investigou transtornos do sono em crianças e adolescentes com trissomia do 21, com foco em apneia e hipopneia obstrutiva do sono. Esse percurso me ensinou a fazer perguntas mais precisas e a reconhecer os limites do que sabemos.

Estudar, ensinar e revisar evidências são partes contínuas da minha prática. Na consulta, isso se traduz em uma escuta atenta ao que acontece com cada pessoa, sem respostas prontas.

TRAJETÓRIA CLÍNICA E COLETIVA

Cuidar também é olhar para o contexto.

Trabalhei no Cersam Infantil de Belo Horizonte e acompanhei adolescentes e adultos durante internações em clínicas psiquiátricas na cidade. Nessas experiências, escutar a pessoa também exigia compreender o momento de vida, a família e a rede de cuidado ao redor.

No Programa Saudavelmente/MGS, coordeno cuidados em saúde mental para funcionários. A atuação reúne promoção da saúde mental, prevenção do adoecimento, psicoeducação e ações coletivas.

Ao longo dessa trajetória, participei da construção de projetos de extensão universitários, envolvendo ações e grupos terapêuticos destinados a mulheres em situação de violência, pessoas enfrentando problemas relacionados ao uso de substâncias e mães, pais e responsáveis por filhos neurodivergentes. Essas experiências contribuíram para minha formação humana e profissional.

Elas reforçam algo que levo para a clínica: compreender o sofrimento psíquico pede atenção à história, às relações e ao contexto em que uma pessoa vive.

MINHA HISTÓRIA

De onde vem parte do meu olhar.

Meu pai, Roberto Assis Ferreira, é pediatra, psicanalista e professor emérito da UFMG. Com ele, aprendi a importância da escuta, de ouvir o não dito, da investigação cuidadosa e do diagnóstico diferencial.

Em encontros acadêmicos, ele tratou da relação médico-paciente na adolescência e da importância de ouvir o jovem, que muitas vezes chega à consulta por iniciativa dos pais. Também sempre falou sobre o cuidado que ultrapassa a dimensão técnica.

Minha mãe, Maria Jussara Fernandes Fontes, hoje leciona na UNIFENAS, após aposentar-se como professora do Departamento de Pediatria da UFMG, atuando em pneumologia infantil. Ao falar de saúde respiratória das crianças, chamou atenção para o ambiente doméstico e para cuidados simples do cotidiano.

Com minha mãe, aprendi a cuidar, desenvolvi um olhar cuidadoso e humano, me encantei pela pesquisa e percebi como a respiração pode afetar o desenvolvimento.

Cresci perto de trajetórias dedicadas à medicina, à infância e ao ensino. A minha própria maneira de cuidar ganhou contorno no encontro com pacientes, na pesquisa, na docência e na maternidade.

Trajetórias profissionais: Roberto e a adolescência · relação médico-paciente · Maria Jussara na UFMG.

O que permanece em cada frente do trabalho.

Compreender melhor. Organizar prioridades. Construir próximos passos. É assim que o Cuidar IntegralMente se traduz em decisões concretas, sem reduzir a pessoa a um diagnóstico.

Pesquisa e publicaçõesComo cuido

Somente armazenamento necessário está em uso para lembrar que você leu este aviso. Não há ferramentas de medição ou publicidade ativas nesta versão.

NecessáriosSempre ativos
Análise e publicidadeDesativados

Leia a Política de Cookies